domingo, 15 de fevereiro de 2009

Troca, troca no Vitoria!!!!


Caros amigos internautas,
Queremos falar brevemente neste ensaio sobre a saída de Wagner Mancini do Vitória e as inquietações que sua transferência para o Santista praiano geram. A direção rubro negra apostou e muito na solidez de um projeto para o clube que envolvesse a quebra de paradigmas no cenário baiano, mantendo o técnico no cargo até em situações delicadas vividas no ano passado. Além disso a diretoria não economizou elogios públicos, segurança e estabilidade para o trabalho da comissão técnica. Derrepente, és que o capital falou mais alto e nada impediu a saída do técnico. Este cenário, provavelmente trás consigo alguns jargões típicos entre torcedores e cronistas que questionam o tratamento dispensado pelo clube ao Tecnico.
Bem, do nosso ponto de vista, a direção do Vitória não faz jus a critica de que fora traído muito menos que lidou com o técnico sem pulso forte ou qualquer coisa que o valha. Pelo contrario, a passagem do técnico , sua trajetória e até seus resultados sinalizam que a paciência, segurança e respeito aos profissionais do futebol, deve continuar sendo a tônica de um clube que não para de inovar. Somos completamente favoráveis a contratação de comissão técnica com projetos duradouros, que resistam a adversidades, o que já acontece por exemplo com o São Paulo a décadas. Aqui demorou mais não faltou.
Precisamos ter claro as possibilidades objetivas dos nossos representantes no futebol nacional e estabelecer metas alcançaveis, com os pés no chão, o que não significa frouxidão e ausência de ambição. A transformação desta desigualdade entre nós e o Sul e o Sudeste, não acontecerá isoladamente no futebol, só será possível num processo dinâmico de tantas outras transformações no contexto social, que enquanto nao se hegemoniza, é prudente manutenciar nossa paixão sem querer do ser amado-VITORIA- resposta ou recompensas imediatas. Portanto pensamos que a saída do técnico nas condições em que se deu, é perfeitamente aceitável, até porque ocorreu de maneira leal e transparente.
O que nos preocupa é o que vira pela frente, quem formará a nova comissão técnica. O time que ai está foi planejado com a participação efetiva de Mancini. O perfil do técnico é fundamental e o Vitoria foi pego de surpresa. Quem virá? Já estávamos nos preparando para tecer comentários a respeito dos novos contratados , esperávamos pela passagem da décima rodada. Mas com nova comissão , novos projetos, metodologias, é mister a condição de ampliação da paciência necessária para mais a frente poder emitir um valor de juízo sobre o time e seus atletas.
No mais e desejar boa sorte para Mancini em sua nova caminhada e que o Vitoria rapidamente supere a perda com títulos.
Ate mais,

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Baêa ganha, mas será que não vai morrer na praia?

A sétima rodada do baianão 2009 terminou hoje com um novo líder: o Esporte Clube Bahia, que venceu o seu maior rival por dois a zero em seus próprios domínios – o barradão.

Com apenas um ponto a frente do Vitória (15), o Bahia (16) mostrou-se muito bem aplicado taticamente, embora o rubro-negro tenha conseguido levar perigo a meta do adversários em várias oportunidades no primeiro tempo.

O jogo começou com o Vitória saindo no contra-ataque, coisa muito estranha para um time líder do campeonato e que jogava diante da sua torcida. Mas a tática aparentemente estava surtindo efeito, pois muitas jogadas nasceram e levaram relativos perigos a meta do Bahia, exigindo muito da defesa do tricolor que se mostrou muito bem postada durante todos os 90 mnutos.

Nada mais nada menos do que quatro jogadas trouxeram “cheiro de gol” e fizeram a fiel torcida rubro-negra vibrar de forma mais intensa, mas infelizmente eles não nasceram, deixando o grito de gol tão esperado preso nas gargantas dos mais de 30 mil torcedores rubro-negros para o segundo tempo de jogo.

O domínio completo do primeiro tempo do rubro-negro sobre o tricolor ampliava a esperança de gols no segundo tempo, mas isso não ocorreu. Pelo contrário. Com dois minutos de jogo, o grito de gol nasce é nas gargantas dos tricolores. Com jogada ensaiada e com a ajuda do zaqueiro Thiago Gomes, que desvia o chute de Beto que recebe a bola em cobrança de falta, o Bahia faz um a zero.

O gol parece ter assustado os jogadores do Vitória que começaram a dar sucessivos chutões para o ataque, deixando de desenvolver as jogadas e os toques de bola que caracterizaram o seu jogo no primeiro tempo e que renderam boas oportunidades de gol.
A coisa piorou e o que restava de esquema tático foi para o brejo após uma clamorosa falha do grande goleiro Viáfara que permitiu o segundo gol do “Baêa”, com Elton. Dois a zero.

O Vitória tentou uma reação com Glaucio, mas já era tarde. Os próprios nervos dos jogadores já davam prova de que o resultado não seria revertido e o Vitória iria sofrer a sua primeira derrota nos seus domínios, consolidando três anos sem ganhar do Bahia no barradão. No finalzinho do jogo, Vanderson chuta Everton, sem bola, e é expulso da partida.

Em síntese, um verdadeiro clássico e apenas duas situações à lamentar, o acidente que ocorreu com 32 torcedores do Vitória que estavam próximos aos Imbatíveis e o capítulo da novela "acesso ao barradão". Não dar para acreditar que esse problema ainda persista em uma cidade que quer sediar jogos da Copa do Mundo.

O campeonato segue. Para nós, rubro-negros, ao menos por enquanto, ficam as lembranças dos campeonatos passados em que embora perdendo no barradão para o nosso maior rival, ganhamos o campeonato.

Quem sabe, se neste baianão, a história não se repete? Afinal de contas, nadar, nadar, nadar e morrer na praia, não é nehuma novidade para os tricolores.