segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A volta dos que foram

[retirado do blog Esporte em Rede]

Início de temporada no mundo do esporte é sempre muito movimentado. Compra e venda de atletas, compra e venda de espaços publicitários, busca de patrocínios para as equipes, reordenamento ou, para ficar mais modernoso, reengenharia financeira, promoções para torcedores, briga por cotas televisivas entre muitas outras coisas. Todos esses elementos, em síntese, compõem o que se costuma chamar de mercado da bola.

Esse mercado, embora exista em todas as modalidades esportivas em maior ou menor ênfase, dependendo do desempenho histórico das equipes, é mais visível, em função da mídia de uma forma geral e, fundamentalmente, da televisão, no âmbito do futebol.

O jogador tal, que no início do ano de 2009 beijava efusivamente o símbolo do clube em que ele atuaria, beija, agora, em 2010, o símbolo de um outro clube, nada mais, nada menos do que o maior rival do anterior e acrescenta: desde criancinha eu sonhava em jogar por este clube.

Há inclusive àqueles que além de falarem e beijarem para agradar a torcida e os patrocinadores, não se fazem de rogado e até mudam a cor das tranças do cabelo. Se era verde e branco, sem nenhum constrangimento, pode muito bem passar a ser vermelho e preto, ora bolas, afinal de contas de quem é o cabelo? Do patrocinador, evidentemente.

Coisa de atleta que sabe fazer o marketing. Afinal de contas, esporte moderno é isso: apenas negócio. Não estamos de forma alguma, desenvolvendo uma reflexão saudosista, defendendo a volta de um tempo já muito distante em que o atleta, no caso aqui o jogador de futebol, se fazia em um clube e nele mesmo se aposentava. Como exemplo desses tipos temos atualmente no Brasil, coincidentemente, dois goleiros que jogam em times paulistas: Rogério Ceni (São Paulo) e Marcos (Palmeiras).

Eis que agora o mercado da bola apresenta um movimento bastante interessante: a volta dos que foram. Refiro-me ao retorno de jogadores brasileiros de futebol que foram vendidos para times europeus e que agora retornam. Ronaldo, Robinho, Fred, Adriano, Wagner Love, Roberto Carlos...



Saudades do feijão brasileiro? Dos gramados e estádios nacionais? Ávidos pelos gritos da torcida? Sei não. Segundo o que dá a entender a imprensa esportiva, existe nesses gestos um projeto sendo desenvolvido: o projeto copa da África.

Explico. Por não estarem indo muito bem nos seus respectivos times na Europa, alguns inclusive esquentando um outrora impensável banco de reservas, os empresários desses jogadores apostam tudo no retorno ao seu país de origem. Aqui, hipoteticamente, eles jogariam, teriam bons aproveitamentos nos jogos e chances reais em serem chamados para a seleção brasileira.

Na seleção brasileira, teriam, mais uma vez, o passaporte carimbado para jogar de novo na Europa, com contratos renovados e milionários. Seria o retorno dos que voltaram. Seria, também, mais uma temática para um novo texto. Aguardemos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

ESPORTE MATA????!!!!!!!...


Caros Amigos Internautas,


O comentário de hoje, na verdade pretende fazer uma reflexão sobre jargões muitos comuns ao meio esportivo e da atividade física. Não é raro que as pessoas compreendam como sinônimos esporte e saúde, esporte e vida, até porque há uma massificação midiatica sobre a questão. Se esporte é vida e esporte é saúde, como explicar que muitos jovens desse brasilzão acumulam uma série de complicações neuro musculares devido à submissão de treinamentos exaustivos e agressivos ao organismo humano? muitos aos 30 anos apresentam problemas articulares como as comuns aos que vivera o dobro de sua idade.? O que falar da situação do jogador Jobson ( Botafogo-Rj) punido por uso de crack, afastado por 2 anos de sua profissão, mesmo com a clareza da medicina que a substancia não provoca aumento da capacidade orgânica em responder estímulos capaz de garantir vantagem atletica para o jogador, portanto, não se configurando como doping esportivo. Qual a moral da história então? Onde está a preocupação das organizações desportivas no sentido de auxiliar no cuidado com o ser humano, que já padece em auto-flagelo e é atirado na fogueira santa?

O esporte, mais notadamente o futebol se coloca acima do bem e do mau. Provoca revoluções arquitetônicas, economicas e culturais como preço a pagar pelos volupiosos interesses capitais. No entanto, é incapaz de assumir responsabilidades como o cuidado com atletas aposentados, se quer na valorização do trabalho realizado por estes. Alguém já ouviu falar em programa de destreinamento? É isso mesmo, programa de destreinamento! certamente não . Cuba é um pais que apesar da pobreza economica tem como politica publica, programas de destreinamentos, que consiste em paulatinamente diminuir a intensidade de treinamento dos atletas que se aposentam e paralelamente tem custeado cursos de desenvolvimentos de outras competências fundamentais para sí e para seu povo. E por que será que em países que nem o Brasil, isso não acontece? As razões nos parecem obvias, são atividades que não geram mais sumo, riqueza, capital. Isso é ultrajante, não acha?

Voltando aos jargões, Salvador como grande metropole nos serve de referencia. Assistimos a juventude praticamente entregue às drogas, ausência de politicas publicas de tudo, inclusive de esporte e lazer, muitos alimentando sonhos, acreditando que pelo esporte pode ter saúde e futuro, nem que seja para fugir das estatísticas sobria de 80% de homicídios estarem ligados ao trafico de drogas. Todavia, lamentavelmente muitos por sinal encontram seu fim na pratica cotidiana de atividades fisica e esportivas. O baba, o torneio, o campeonato tem sido patrocinado por traficantes, tem estimulado a juventude a adotar o habito de jogar e fumar, jogar e cheirar, jogar e se picar, jogar e traficar. E aí esporte é vida, saude? ou é ferramenta apropriada para nulidade dos nossos jovens?

Até mais,